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dezembro 20, 2019O mundo já não é mais o mesmo do que era há alguns anos. A presença cada vez mais impactante das fintechs na economia (e no nosso dia a dia) é uma grande prova disso. Apesar das transformações que as novas tecnologias trazem constantemente, muitas pessoas ainda não conhecem bem o significado deste conceito.
O que são fintechs?
Em outras palavras, são negócios que atuam com transações digitais, que se baseiam em ideias tecnológicas e estão cada vez mais ligadas nas novidades que o mundo conectado oferece.
Pense bem: se você tem mais de trinta anos, provavelmente hoje suas visitas a uma agência bancária têm uma frequência muito menor do que há alguns anos. Se você é mais jovem, é bem possível que ache até estranho uma pessoa que precise ir até o banco algumas vezes por mês. Pois saiba que isso era normal há bem pouco tempo.
A palavra-chave para entender essa novidade da onda digital é inovação. Novas tecnologias transformam a maneira como a sociedade interage com o sistema bancário e com as suas finanças. E isso tem uma importância muito maior do que pode parecer.
Significado de fintech
Fintech é uma abreviação para “financial technology”, que em tradução livre significa “tecnologia financeira”.
Dito isso, podemos dizer que fintech é uma empresa que utiliza da tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma moderna e descomplicada. Ou seja, se utiliza e tem como finalidade a atuação digital na área financeira.
A revolução digital e as fintechs
Não há como negar que a ascensão das fintechs é resultado da disrupção digital nos serviços financeiros. Mesmo porque, se a economia já era digital, por que os serviços financeiros também não o seriam?
A influência digital tem mudado totalmente todos os aspectos sobre como pessoas e empresas lidam com dinheiro: como ganham, como poupam, como investem e como gastam.
E as fintechs, que são empresas jovens e com vontade de inovar, representam o rompimento com as instituições financeiras tradicionais e suas tecnologias ultrapassadas.
O mundo digital trouxe mais transparência ao setor, além de novas e confiáveis métricas para avaliar performance e auxiliar na tomada de decisões estratégicas de negócios. Ou seja, é a tecnologia a favor dos resultados financeiros.
Quem pode utilizar os serviços de uma fintech?
As fintechs podem oferecer os seus mais variados serviços tanto para usuários domésticos (pessoas físicas) quanto para empresas e demais instituições (pessoas jurídicas).
O mais interessante é que alguns desses serviços não se diferem muito daquilo que encontramos em bancos tradicionais e afins, como o fornecimento de cartão de crédito (inclusive pré-pago), meios de pagamentos, financiamentos, transferência de recursos, seguros, entre outros.
Quais as vantagens das fintechs para o usuário do serviço?
Como as fintechs vieram para simplificar a vida das pessoas, atuando com soluções inovadoras e práticas para questões envolvendo processos financeiros, que vão desde a abertura de conta até investimentos mais complexos, ela acaba oferecendo diversas vantagens ao usuário.
Podemos citar entre os benefícios desse modelo de negócios:
- Agilidade: as empresas conseguem resolver problemas e propor soluções aos usuários de maneira direta, rápida e eficaz, sobretudo por meio de aplicativo, devido ao atendimento 100%, .
- Novidade: estão sempre em atualização, gerando maior competitividade.
- Tecnologia: facilita as operações sem que o usuário precise se deslocar à uma agência física.
- Preço mais em conta: como tudo é feito de forma digital, as fintechs conseguem oferecer a redução das taxas de algumas das suas operações, como por exemplo, as transferências.
Tipos de fintechs
Não podemos limitar as fintechs a meros bancos digitais. Elas podem adotar diferentes ramos no mercado e oferecer diversos tipos de produtos e serviços aos consumidores.
Conheça abaixo os principais tipos de fintechs:
- Crédito ou empréstimo: o usuário pode fazer o envio, análise e concessão de crédito sem que tenha que ir a uma agência física.
- Pagamento: realiza transações de compra e venda com o cartão de crédito e débito.
- Crowdfunding: também conhecido como financiamento coletivo, ajudam no financiamento ou arrecadação de dinheiro de forma coletiva, sem que haja a necessidade de recorrer a bancos privados.
- Investimento: oferece vantagens na hora de investir, com destaque para a poupança, tesouro direto, CDI, entre outros.
- Controle financeiro: auxilia os usuários no controle e administração do dinheiro por meio de metas, categoria de gastos e apontamento das despesas mais recorrentes.
As fintechs são sinônimo de bancos digitais?
As fintechs não são a mesma coisa que banco digital. Qualquer empresa pode dizer ser uma fintech, já que não existe nada que regule se colocar assim frente ao mercado, porém com bancos, as coisas funcionam de forma diferente.
O sistema financeiro brasileiro é regulado pelo Banco Central do Brasil (Bacen ou BC), que trabalha para que as regulações do Sistema Financeiro Nacional (SFN) sejam seguidas pelas instituições. Isso significa que toda empresa que presta serviços financeiros no Brasil precisa seguir as regras do Bacen.
E para uma fintech ser considerada um banco, seja ele digital ou não, ela precisa atender a uma série de exigências, que visam garantir a idoneidade da atividade e a segurança dos clientes. Por isso, é comum que fintechs que não são bancos se aliem a bancos sólidos para viabilizar legalmente as suas operações.
O que são as fintechs de crédito e como funcionam (SCD, SEP e ESC)?
Existem algumas modalidades de fintechs de crédito, que oferecem serviços mais ágeis e desburocratizados.
- SCD: as Sociedades de Crédito Direto são fintechs que têm como objetivo realizar empréstimos e financiamentos utilizando capital próprio. Elas ainda podem comprar títulos de crédito como duplicatas, cheques ou parcelas de cartão de crédito, além de cobrá-los. Por fim, as SCD também podem fazer análises de crédito para terceiros e cobrar créditos de terceiros.
- SEP: as Sociedades de Empréstimo Entre Pessoas são fintechs que fazem operações de crédito e financiamento, porém sem usar capital próprio para essas transações, que devem ser feitas entre duas pessoas físicas. Aqui, há a figura do investidor, que tem interesse em usar seu dinheiro para empréstimos ou financiamentos (cobrando os juros equivalentes) e a do cliente, que busca utilizar esse dinheiro disponibilizado pelos investidores. Ou seja, as SEP intermedeiam ambos os interesses.
- ESC: as Empresas Simples de Crédito são aquelas que obtiveram aprovação do BACEN em 2019, podendo ser qualificadas como fintechs que utilizam capital próprio para realizar empréstimos e financiamentos para Microempreendedores Individuais (MEI), bem como micro e pequenas empresas.
Outros tipos de fintechs
Você certamente já ouviu falar do Nubank e talvez tenha até uma conta digital. Contudo, a atuação destas empresas vai muito além. Só para exemplificar, existem fintechs:
- Fintechs para o pagamento de contas – O próprio Nubank é um exemplo, mas há diversas outras empresas neste ramo, como a Deixaqueeupago, a Jeito ou a Helpay entre muitas outras.
- Fintechs para obter crédito ou empréstimo – A estrutura bem enxuta deste tipo de empresa, como a Geru, permite a cobrança de juros menores do que os praticados pelo sistema bancário tradicional e isso vem conquistando cada vez mais clientes.
- Fintechs para a organização de crowdfunding – Obter recursos para financiar uma nova ideia a partir de um financiamento coletivo, o crowdfunding, é cada vez mais comum e empresas como a Catarse estão crescendo com este tipo de plataforma.
- Fintechs para investimento alternativos – Quando sobra um dinheiro, mesmo que sejam alguns poucos reais, e o usuário quer alto potencial de retorno, pode contar com plataformas alternativas de investimentos, como é o caso da Vangardi.
- Fintechs para a organização das finanças – O controle financeiro, em especial em tempos de incertezas como os que o Brasil vem vivendo nos últimos anos, é uma necessidade crescente. Por isso apps como o oferecido pela Organizze, que ajuda a manter as finanças em ordem, são cada vez mais comuns.
Existem centenas de outras fintechs atuando nestas áreas e em outras, como a compra e venda de bitcoins. Segundo a Associação Brasileira de Fintechs, são mais de 600 empresas que usam a tecnologia para ajudar as otimizar as finanças pessoais no país. Mas antes de sair por aí colocando o seu dinheiro em qualquer uma delas, alguns cuidados são necessário.
Quais os melhores bancos digitais do Brasil?
Atualmente, lideram o ranking de melhores bancos digitais do Brasil:
- Banco Inter: banco múltiplo brasileiro conhecido por ser um dos primeiros precursores da popularização de Fintechs nacionais. Ele conta com diversos benefícios, ausência de taxas e um aplicativo de serviços completo.
- Nubank: é uma startup brasileira especialista em serviços financeiros digitais, cuja principal proposta é colocar seus clientes como protagonistas de suas decisões financeiras.
- Banco Neon: fintech brasileira especialista em abertura e movimentação de contas correntes digitais, além de emissão de cartões de crédito, débito e pré-pago em parceria com o Banco Votorantim.
- C6 Bank: é um dos bancos digitais brasileiros com o serviço mais completo do mercado, com opções de conta-corrente digital e conta de pagamentos, além de produtos de investimento, conta internacional em dólar, serviços de pessoas jurídicas e tag de pedágio gratuita para todos os clientes.
- Banco Original: é uma instituição financeira brasileira controlada pela holding J&F. Além de oferecer serviços bancários para empresas, também oferece serviços para pessoas físicas, assim como outros bancos de varejo.
- Mercado Pago: é a plataforma de pagamentos criada pelo Mercado Livre, com o objetivo de auxiliar proprietários de negócios e facilitar transações no meio digital. Também oferece recursos como: pagamentos QRCode, Cashback, investimentos em CDI, transferências e cartões internacionais.
Como são regulamentadas as Fintechs no Brasil?
O primeiro passo para regulamentar uma fintech no Brasil é estruturar a pessoa jurídica a fim de garantir que o patrimônio pessoal do empreendedor não seja afetado por eventuais problemas nos negócios.
Feito isso, para formalizar o negócio é necessário abrir um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), documento que identifica e caracteriza a sua empresa, garantindo os direitos fiscais e jurídicos do seu negócio, além de conceder vantagens.
Uma vez que a fintech está cadastrada junto à Receita Federal (CNPJ), é hora de fazer o registro na Junta Comercial (NIRE) e obter inscrições estaduais (IE) e municipais (CCM).
Por fim, é fundamental a autorização do Banco Central, pois é ele que regulamenta todas as instituições financeiras do país, incluindo as fintechs. Para isso, é necessário atender todos os critérios determinados.
Conselho Monetário Nacional (CMN)
Segundo diz o próprio site da Secretaria Especial de Fazenda, o Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão superior do Sistema Financeiro Nacional e tem a responsabilidade de formular a política da moeda e do crédito, objetivando a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País.
Em outras palavras, podemos dizer que o CMN é quem regulamenta todas as ações envolvendo as fintechs e bancos digitais, ajudando a fomentar novos modelos de negócios e a aumentar a competitividade.
Fintechs são confiáveis?
Você colocaria o seu dinheiro em um banco do qual você nunca ouviu falar? Mesmo que ele oferecesse algumas facilidades como cartão de crédito sem taxa de anuidade, redução ou até mesmo ausência de tarifas para as conta bancária, empréstimos com juros mais atrativos e consultoria personalizada, você provavelmente faria uma boa pesquisa antes de se arriscar.
Pois no mundo digital as coisas funcionam exatamente da mesma maneira. A tecnologia vem evoluindo muito e as transações são cada vez mais seguras, mas é sempre bom conhecer procurar informações e conhecer outras pessoas que aderiram aos serviços de uma fintech antes de se arriscar. Existem até portais com notícias e informações deste setor.
Outra dica bacana é testar os canais de atendimento, afinal por mais moderno que seja o sistema não é raro precisarmos de suporte uma hora ou outra.
Por fim, fique atento. Sabe aquele velho conselho de “olhar as letras miúdas” de um contrato? Pois é, não é porque uma empresa se apresenta como moderna que devemos comprar essa ideia. Lembre-se sempre que quando as vantagens são muito grandes, é bom ficar bem atento.
Enfim, as fintechs são ótimas opções para quem busca praticidade e agilidade nas transações financeiras do dia a dia. Com algumas precauções bem simples é possível aproveitar bem os seus benefícios e trazer muito mais agilidade para o dia a dia.
Fintechs de crowdfunding (financiamento coletivo)
Como falamos brevemente acima, as fintechs de crowdfunding são plataformas online que fazem financiamento coletivo ou arrecadação de dinheiro coletiva. Ou seja, elas auxiliam um indivíduo ou empresa a fazer um financiamento independente, sem precisar recorrer a empresas privadas ou ao Estado.
Existem quatro tipos de crowdfunding, sendo eles:
- Doações: também conhecido como as famosas vaquinhas online, é o tipo de crowdfunding onde os investidores não recebem nenhum tipo de recompensa. A maioria dos projetos são para caridade e recebem doações de amigos e familiares.
- Recompensas: neste modelo, os investidores fazem praticamente uma compra antecipada dos produtos ou serviços oferecidos. Ou seja, recebem um retorno equivalente ao valor investido.
- Equity crowdfunding: é quando os investidores estão à procura de um retorno de investimento, mais especificamente, de futuros títulos da empresa.
- Debt crowdfunding (ou lending-based): também chamado de P2P, ou peer-to-peer, esse é o tipo de crowdfunding em que os contribuidores recebem, com juros, o dinheiro investido.
Investimento Coletivo Imobiliário
O investimento coletivo imobiliário é uma espécie de contribuição que o investidor faz para determinado projeto e em troca recebe uma parte do Valor Geral de Vendas (VGV) daquele empreendimento.
Também chamado de crowdfunding imobiliário, ele possibilita que qualquer cidadão invista no mercado imobiliário. E para que isso seja possível, é necessário fazer o cadastro em alguma plataforma online, como a Vangardi.
É na plataforma que ficam expostos os projetos e uma vez escolhido aquele que mais se enquadra ao seu perfil, basta fazer uma transferência para a conta indicada com o valor a ser aplicado.
É importante dizer que ao final do projeto todos os investidores recebem o valor investido acrescido do rendimento. Ou seja, o investimento coletivo imobiliário é um tipo de investimento mais rápido e flexível, além de ter custo reduzido.
Algumas das vantagens do crowdfunding imobiliário são:
- Não há necessidade de pagar altas taxas;
- Possui rentabilidade mínima garantida;
- É acessível, com valor mínimo de investimento de R$1000,00;
- Possibilita a diversificação da carteira de investimentos.
Conclusão
Esperamos que a leitura do post de hoje tenha ajudado você a esclarecer melhor todas as dúvidas sobre fintechs e o investimento coletivo imobiliário feito por meio de plataformas de equity crowdfunding, como a Vangardi.
As fintechs chegaram para melhorar e tornar mais ágil e fácil o relacionamento dos usuários de tecnologia com o universo da economia, promovendo experiências muito superiores às das tradicionais instituições financeiras.
Lembre-se também que na hora de realizar qualquer investimento é imprescindível que você tenha clareza sobre a empresa que está captando e os riscos envolvidos em cada operação.
Continue nos acompanhando!