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dezembro 23, 2021Assim como a rentabilidade, a volatilidade é um conceito bastante importante no mercado financeiro. Ela define as oscilações de um ativo em um certo período de tempo.
Um ativo volátil pode render lucros notáveis. Ou pode apresentar riscos muito grandes. Tudo depende de uma análise atenta por parte do investidor.
No entanto, muitas pessoas ainda não sabem como usar essa variação a seu favor e, por isso, perdem ótimas oportunidades de render o seu dinheiro.
Saiba mais detalhes sobre esse conceito, o que ele significa em seus investimentos e como você pode tirar vantagem da volatilidade para gerar lucros.
O que é volatilidade de ativos?
Warren Buffett, um dos investidores mais importantes da história, afirma que: “a volatilidade do mercado financeiro é a maior aliada do verdadeiro investidor”.
Ela é o fator que calcula a oscilação que os ativos experimentam. Ou seja, a frequência e a intensidade com que esse ativo sofre mudanças em um certo período de tempo.
A volatilidade é um conceito que está bastante ligado ao risco que o investimento oferece. Isso acontece porque é através dela, e de uma análise de outras condições de um ativo, que o investidor pode calcular se vale a pena essa aposta. Assim como, quando é o período certo para investir.
Quanto maior for a oscilação de um ativo, maior será a variação de preços. Como consequência, esse será um investimento de maior risco.
Existem diversos perfis de investidores. Entre todos eles, existe o perfil arrojado. Esse tipo visa a maior rentabilidade possível dos negócios, por isso é um tipo que aceita correr maiores riscos. O investidor arrojado, por exemplo, faz uso do fator da oscilação com bastante frequência.
Isso acontece porque ela torna os investimentos bem imprevisíveis, fazendo com que esta condição possa render muitos lucros para quem fizer uma boa análise e estiver disposto a correr os riscos.
Entretanto, compreender o conceito da volatilidade de ativos não é importante apenas para o perfil de investidor arrojado. Os outros tipos de investidores também podem se beneficiar com isso.
Afinal, eles também devem saber como usar a volatilidade ao seu favor na hora de comprar e vender ações. Uma vez que não entender como a volatilidade funciona pode prejudicar a sua carteira de investimentos.
Além disso, é importante que o investidor mantenha um equilíbrio entre os ativos de baixo risco, como a renda fixa, por exemplo, e os ativos com mais riscos.
Desse modo, sua carteira de investimentos será mais segura e diversificada.
De onde vem o termo volatilidade?
Esse é um termo usado em diversas áreas, não apenas no mercado financeiro. A volatilidade na física e na química, por exemplo, está ligada com a capacidade de uma substância passar do estado líquido para sólido ou gasoso, e vice-versa. Substâncias que fazem essa mudança com mais facilidade são indicadas como materiais mais voláteis.
No dicionário, ela é definida como: “qualidade do que sofre constantes mudanças; característica do que é volátil, do que não é firme, daquilo que muda com frequência ou se vaporiza.”
Dessa forma, é a definição de algo que muda com bastante facilidade, que não é definido ou fixo.
Qual a diferença entre volatilidade e risco?
Todo investimento possui algum nível de risco. Ou seja, sempre existe a chance de que o retorno seja diferente do esperado no começo. O que pode resultar em perda de parte ou todo o seu investimento. Nesse sentido, aplicações mais voláteis estão sujeitas a um risco maior no mercado. Porém não são os únicos fatores de risco.
É preciso ter em vista esses conceitos e o fato de que o risco está presente em qualquer tipo de investimento. A volatilidade em si está ligada a uma incerteza. É esse o fator que aumenta os riscos de um investimento volátil.
Visto que, ao investir em um ativo imprevisível, o preço dele vai subir e descer com mais facilidade. Assim você não possui uma garantia de retorno, e ele se torna de risco.
Porém, da mesma forma que um ativo volátil possui maior chances de perda, ele também possui maior rentabilidade. Em outras palavras, investimentos desse tipo possuem a capacidade de gerar mais lucros. Por isso, é preciso analisar de maneira detalhada o seu perfil e seus investimentos, para decidir se vale a pena.
Qual a diferença entre volatilidade e liquidez?
Como dito antes, a volatilidade também está relacionada à liquidez do investimento. Isto é, a capacidade do investidor de converter sua aplicação em lucros reais.
Um imóvel, por exemplo, é um investimento que possui baixa liquidez. Isso acontece porque é complexo o processo de vendê-lo, requer uma energia maior para transformar o imóvel em dinheiro.
Ser volátil significa que a aplicação possui uma variação e uma oscilação. Isso por definição sugere que há investidores negociando, vendendo e comprando esse ativo. Essas negociações podem ocorrer por motivos próprios ou, mais comum, geradas por alguma notícia da mídia.
Essas notícias podem ser sobre o mercado financeiro em si, sobre alguma empresa, ou desempenho econômico de algum investimento. Qualquer coisa que cause uma percepção diferente sobre o valor daquela aplicação.
Assim como quase qualquer coisa no mercado financeiro, esse volume pode ser algo bom ou ruim, depende apenas da intenção.
Como funciona a volatilidade no mercado financeiro?
Para fazer um investimento bem sucedido é preciso entender bastante sobre os conceitos que envolvem a aplicação. Assim como os prós e contras e os impactos de cada movimento no mercado financeiro.
Como a volatilidade impacta nos investimentos?
A volatilidade está ligada ao número de negociações de cada investimento. Lembrando que, um ativo mais volátil (como ações) está ligado a uma maior chance de ganhos ou perdas. Enquanto um ativo menos volátil (como um imóvel) está ligado a uma chance menor de ganhos e perdas com o investimento.
Veja a seguir um guia com os principais investimentos, o seu nível de oscilação e os prós e contras de cada um.
- Poupança: A poupança possui baixa variação. Por oferecer baixa rentabilidade, esse é o seu principal ponto negativo. Nesse sentido, seu ponto positivo é a segurança, pois oferece um baixo risco.
- Tesouro Direto: Esse também é um investimento de baixa volatilidade. Seu principal ponto positivo é a segurança e o baixo risco que oferece. Sua principal desvantagem é ser um investimento de longo prazo.
- Renda Fixa e fundos de Renda Fixa: Ambos também possuem baixa oscilação. Assim como oferecem baixo risco, maior segurança e podem, ou não, oferecer liquidez diária. A principal característica deles é o que podem ser pré ou pós fixados.
- Debêntures: é um investimento de variação moderada. Além de ser de renda fixa, portanto, ter um rendimento previsível. Porém, seu principal ponto negativo é não possuir garantia do Fundo Garantidor de Crédito.
- Ações e fundos de ações: são ativos de grande volatilidade. São indicados para perfis de investidores que aceitam bem o risco. No entanto, também possuem a possibilidade de ganhos maiores.
Quais são os tipos de volatilidade?
Existem alguns tipos de oscilações que podem influenciar suas aplicações.
Volatilidade histórica
O primeiro deles é a volatilidade histórica. Ela é definida pelas variações de preço que um ativo sofre em um certo período de tempo. Esse tipo de oscilação é a que os especialistas usam como estimativa de variações futuras, porque já é conhecida pelo mercado.
Volatilidade real
A volatilidade real é um conceito apenas, uma vez que representa a variação legítima do ativo no futuro. No entanto, a partir do momento em que a variação real se torna conhecida, ela se transforma em volatilidade histórica.
Volatilidade implícita
Esse tipo de volatilidade é a expectativa de variações futuras em um certo ativo. Ou seja, uma forma de prever o futuro do ativo. Ela é calculada levando em conta a volatilidade histórica e alguns outros fatores.
Como calcular a volatilidade de ações?
Existem diversas maneiras de calcular a volatilidade das ações no mercado financeiro. O mais comum utilizado é o cálculo do desvio padrão da rentabilidade histórica de um certo ativo. Essa conta varia de acordo com o tempo de avaliação.
Em primeiro lugar calcula-se a média de variação. Ou seja, somar as variações e dividir pelo número de tempo escolhido para realizar a amostra.
O segundo passo é definir a variância amostral, esse cálculo permite o estudo da oscilação do ativo.
Por último, é preciso achar o valor do desvio padrão. Dessa forma, é preciso achar o valor da raiz quadrada do valor da variância amostral (segundo passo). A partir disso, soma-se a raiz ao valor obtido pela variação média. Em uma conta separada, deve-se subtrair o resultado da raiz pela variação média.
Portanto, haverão dois resultados. Isso significa que o valor da volatilidade do ativo oscila entre os dois.
O que considerar na hora de investir em referência à volatilidade?
O conhecimento é essencial na hora de escolher uma aplicação para investir o seu dinheiro. Veja alguns aspectos importantes para levar em conta ao escolher seu investimento.
Perfil de investidor
É importante saber o seu perfil de investidor sempre, mas principalmente na hora de apostar em ativos voláteis ou não. Uma vez que esse tipo de aplicação não se enquadra no perfil de todos os investidores.
- Um perfil conservador, por exemplo, procura por apostas mais seguras. Esse tipo de investidor não gosta de correr muitos riscos e prefere ter uma segurança, em vez de ter a chance de fazer seu dinheiro render mais. Esse perfil não aposta em ativos com muita oscilação, como ações, porque as oscilações em si já apresentam algum risco considerável.
- Já um perfil moderado aceita mais riscos do que o conservador. Porém, ainda assim, sua carteira de investimentos é equilibrada. Conta com a maior parte dos investimentos de baixa volatilidade. Mas, o investidor de perfil moderado ainda está disposto a correr alguns riscos. Por isso ele pode ter algumas ações em sua carteira (um tipo de investimento volátil).
- O perfil de investidor mais relevante nesse caso é o perfil arrojado. Esse é o tipo de investidor que aceita correr mais riscos, para obter um lucro maior. Sua carteira é composta, principalmente, por ações (apostas bastante voláteis).
As ações oscilam a sua cotação diversas vezes por dia. Alguns investidores usam essas chances para ganhar algum lucro, por meio das vendas e compras rápidas. Chamadas de Day Trade, são as negociações que ocorrem em um prazo de um dia, utilizando-se dessas oscilações. Assim como a aposta em ações a longo prazo, afinal elas envolvem um maior risco. O investidor que prioriza elas está disposto a correr um risco maior.
Avaliação da oportunidade na variação do valor
Existem algumas técnicas que utilizam as oscilações. Um exemplo disso é o value investment e o Buy and Hold.
O value investment consiste em usar os dados para analisar as oportunidades de investimento. Dessa forma, é possível encontrar empresas com uma tendência de aumento. Mas que ainda possuam um preço baixo. A intenção disso é lucrar com o crescimento que elas podem ter.
No caso do Buy and Hold é um pouco diferente. Essa técnica não usa a volatilidade em si. Ela usa as variações de preço que o investimento sofre a longo prazo.
Consiste em comprar ações voláteis, segurá-las por um período e somente após algum tempo vendê-las por um valor superior ao inicial. Assim, o investidor tira proveito, em especial, da rentabilidade.
Não se desesperar perante a volatilidade
Para fazer bons investimentos arriscados, e ter maior rentabilidade, é preciso entender seu nível de segurança com a volatilidade. Se estiver seguro com esse tipo de aposta, terá um leque de opções para explorar.
A principal recomendação ao explorar a variação dos ativos, além de estudar bastante, é variar seus investimentos. Uma carteira variada é a melhor forma de se proteger ao apostar em investimentos arriscados. Dessa forma, é possível suavizar as perdas e maximizar as chances de ter um ótimo retorno.
Além disso, é preciso ter uma estratégia traçada a longo prazo, para evitar algum momento de desespero e precipitação.
Exemplos de volatilidade
Apesar da oscilação estar presente na maior parte dos investimentos, alguns apresentam esse fenômeno com mais frequência. Por exemplo, os ativos de renda variável. Esse tipo de investimento possui diversas oscilações.
Isso acontece, principalmente, por conta da forma em que os ganhos dos investidores são gerados. Os ativos de renda variável, como as ações, podem ter oscilações por diversos motivos. Seja mudanças no cenário financeiro de um país ou a divulgação dos lucros trimestrais dessa empresa.
Então investimentos desse tipo não possuem uma garantia de quanto o investidor vai ganhar, e sequer se ele vai lucrar com essa aposta.
Porém, quanto maior a volatilidade, maiores serão os movimentos do mercado. Como consequência, maiores serão as chances de ganhar com isso. É tudo uma questão de estudo do risco e equilíbrio na carteira de investimentos. Portanto, veja alguns exemplos de ações com bastante volatilidade.
Uma análise mostra que o ativo mais volátil da B3 (bolsa de valores brasileira) foram as ações do Pão de Açúcar. No período entre 1 de janeiro de 2021 e 8 de outubro de 2021, a oscilação do ativo foi cerca de 131,61%. Nesse caso, em específico, a rentabilidade da ação caiu em 57,86%.
Ou seja, o valor da ação caiu. O investidor que comprou o ativo em dezembro de 2021, por R$ 75,00 agora possui uma ação que vale cerca de R$ 29,00.
Invista com segurança e baixo risco em ativos da economia real com a Vangardi
A melhor forma de proteger o seu dinheiro é variando seus investimentos. Essa é a maneira de “arriscar”, testar novos ativos e conseguir maximizar os seus lucros, de maneira mais segura.
Portanto, avalie bem as aplicações, com base no seu perfil de investidor. Leve também em conta as informações sobre volatilidade.
Lembre-se sempre que você não vai errar por investir no que te deixa confortável. A única forma errada de investir é ficar parado.
Pensando nisso, a Vangardi oferece investimentos inteligentes. Inclusive se você deseja uma rentabilidade acima da média, mas ainda não se sente preparado para investir em ativos voláteis.
Investimento Coletivo Imobiliário
Os fundos imobiliários são uma forma de fazer o seu dinheiro render, sem precisar comprar um imóvel e passar por todo esse processo de aquisição. O Investimento Coletivo Imobiliário funciona como uma união de investidores.
Logo, várias pessoas podem investir no mesmo imóvel, que pode ser tanto um imóvel residencial, quanto um shopping ou academia.
Funciona da seguinte maneira: você adquire uma cota do imóvel. Dessa forma, todos os cotistas recebem uma parte do aluguel, além de serem favorecidos quando o imóvel é valorizado.
Esse tipo de investimento costuma valorizar como uma renda fixa, portanto, é menos volátil. Dessa forma, apresenta diversas vantagens para diferentes perfis de investidores. Saiba mais!
Conclusão
Agora que você já entende o conceito de volatilidade, é fácil entender como esse fenômeno afeta a sua carteira e suas chances de lucro.
É preciso ter uma estratégia traçada e contar com muita informação e estudo sobre todos os ativos em que pretende investir, essa é a etapa principal. Somente após uma longa consideração é possível saber em qual perfil você se encaixa e quais riscos está disposto a correr.
Para te auxiliar existe a Vangardi, uma plataforma que te conecta a diversos investimentos mobiliários, de forma digital e fácil.
Na plataforma você encontra também o Investimento Coletivo Imobiliário. Ele é um tipo de aposta menos volátil, perfeita para diversificar a sua carteira de investimentos, de forma segura.